Quando ninguém está inspirado.

Não é estranho terem os artistas da antiguidade criado e/ou evocado musas das mais variadas formas e conteúdo - corpos, personalidades, substâncias líquidas, sólidas e gasosas, um horizonte belíssimo ao pôr do sol, um campo de girassóis ou um pedacinho de plástico grosso, duro, de uns 2cm ao todo, que não se sabe para que serve e nem porque está no bolso - musas variadas e bastante específicas quanto ao gosto de quem está se alimentando de inspiração às suas artes.

Todos e todas as pessoas que um dia tiveram que criar obras com algum objetivo definido, inevitavelmente observaram musas para lhes socorrer em momentos difíceis. 

Assim, Ninguém precisa de musa. Ninguém fica imparável quando está inspirado e com os objetivos de escrita sendo alcançados de forma fértil e muito suculenta.

Ninguém está muito agradecido pela musa.

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